CLICK HERE FOR BLOGGER TEMPLATES AND MYSPACE LAYOUTS »

”Acontece que, com ou sem cama, gosto profundamente de você.
E você, faz tempo não está me dando chance de gostar de você. Sem pedir coisa alguma, além de uma certa delicadeza, de um certo estar presente e não fugindo o tempo todo.
Repito que estou preocupado com você. Fico pensando o dia inteiro, e querendo saber das coisas, que você me escreva, me ligue, que você me diga qualquer coisa para que eu possa estar ao seu lado. Você não está permitindo isso, e eu não estou sabendo como agir. 
Pode ficar em silêncio, se tiver vontade. Mas estou aqui, continuo aqui não sei até quando, e quando e se você quiser, precisar dê um toque. Te quero imensamente bem, fico pensando se dizendo assim, quem sabe, de repente você até acredita. Acredite."

(Fragmento de 'Carta a Maria Clara Cacaia Jorge' - Caio 3D - Década de 80, Caio Fernando Abreu)

Cabelo malpintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olhava a rua. Na mão direita tinha um cigarro, na esquerda um copo de cerveja. E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo. Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém, acho. Tão voltada para a própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu, também, não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de néon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida. Sem o recurso dessas benditas levezas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música de Caetano, uma caixa de figos. Comecei a emergir. Comparada à dor dela, que ridícula a minha, dor de brasileiro-médio-privilegiado. Fui caminhando mais leve. Mas só quando cheguei à Paulista compreendi um pouco mais. Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil. Brasil 87: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívidas, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola este país tristíssimo? Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu "dói tanto", contei da moça vadia chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou "porquê?", compreendi ainda mais. Falei: "Porque é daí que nascem as canções". E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri.



Caio Fernando Abreu, Pálpebras de neblina.

"...se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não achei que ia conseguir dizer, quero dizer, dizer tudo aquilo que escondo desde a primeira vez que vi você, não me lembro quando, não me lembro onde. Hoje havia calma, entende? Eu acho que as coisas que ficam fora da gente, essas coisas como o tempo e o lugar, essas coisas influem muito no que a gente vai dizer, entende? Pois por fora, hoje, havia chuva e um pouco de frio: essa chuva e esse frio parecem que empurram a gente mais pra dentro da gente mesmo, então as pessoas ficam mais lentas, mais verdadeiras, mais bonitas. Hoje eu estava assim: mais lento, mais verdadeiro, mais bonito até. Hoje eu diria qualquer coisa se você telefonasse. Por dentro também eu estava preparado para dizer, um pouco porque eu não agüento mais ficar esperando toda hora você telefonar ou aparecer, e quando você telefona ou aparece com aquelas maçãs eu preciso me cuidar para não assustar você e quando você me pergunta como estou, mordo devagar uma das maçãs que você me traz e cuido meus olhos para não me traírem e não te assustarem e não ficarem querendo entrar demais dentro dos teus olhos, então eu cuido devagar tudo o que digo e todo movimento, porque eu quero que você venha outras vezes (...) A cada dia viver me esmaga com mais força.

Parei um pouco de escrever para olhar pela janela e principalmente para ver se eu conseguia deter o parafuso entrando no pensamento. Acho que consegui. Porque quando começo assim não consigo mais parar, e não quero que eles me dêem aquela injeção, não quero ouvir eles dizendo que não tem remédio, que eu não tenho cura, que você não existe. Eu acho graça e penso em como você também acharia graça se soubesse como eles repetem que você não existe. Depois eu paro de achar graça e fico olhando a porta por onde não entra o telefone, por onde você não fala e me lembro do pedaço apodrecido daquela maçã e então penso que talvez eles tenham razão, que talvez você não exista mesmo. Mas não é possível, eu sei que não é possível: se estou escrevendo para você é porque você existe. Tenho certeza que você existe porque escrevo para você, mesmo que o telefone não toque nunca mais, mesmo que a porta não abra, mesmo que nunca mais você me traga maçãs e sem as suas maçãs eu me perca no tempo, mesmo que eu me perca. Vou terminar por aqui, só queria pedir uma coisa, acho que não é difícil, é só isso, uma coisa bem simples: quando você voltar outra vez veja se você me traz uma maçã bem verde, a mais verde que você encontrar, uma maçã que leve tanto tempo para apodrecer que quando você voltar outra vez ela ainda nem tenha amadurecido direito."

Caio Fernando Abreu, Carta para além do muro.

Maria Helena: Te lo dije o te no lo dije?
Juan: What do you want?
Cristina: I want something different.
Juan: What?
Cristina: I don't know, not this.
Juan: There's no answer, Cristina...
Maria Helena : Antonio, no lo entiendes que no ha conseguido lo que queria, quiere otra cosa, que esto ya no le basta. Es como una enfermedad, que nunca le va a bastar con nada!
Cristina: Don't get so upset, please.. and can you speak english please? I can't understand you.
Maria Helena: Esta niña nunca le va bastar con nada.
Juan Antonio: Please speak in English.(...)
Maria Helena: Como lo sabia! Como lo sabia!
Juan Antonio: Speak English, please, so she can understand all right?
Maria Helena: Chronic dissatisfaction, that's what you have. Chronic dissatisfaction. Big sickness. Big sickness.
(...)
Maria Helena: Do you know how much we love you?
Cristina: Yeah, and I love you both.
Maria Helena: No, you don't. No you don't. Niña de mierda! Niña de mierda! Niña de mierda! Como lo sabia! Como lo sabia!

http://libretachatarra.blogspot.com/2009/02/frases-de-vicky-cristina-barcelona.html

A hora da estrela

(Mas quem sou eu para censurar os culpados? O pior é que preciso perdoá-los. É necessário chegar a tal nada que indiferentemente se ame ou não se ame o criminoso que nos mata. Mas não estou seguro de mim mesmo: preciso
perguntar, embora não saiba a quem, se devo mesmo amar aquele que me trucida e perguntar quem de vós me trucida. E minha vida, mais forte do que eu, responde que quer porque quer vingança e responde que devo lutar como quem se afoga, mesmo que eu morra depois. Se assim é, que assim seja.)  


Este é um melodrama? O que sei é que melodrama era o ápice de sua vida, todas as vidas são uma arte e a dela tendia para o grande choro insopitável como chuva e raios. 

Tanto estava viva que se mexeu devagar e acomodou o corpo em posição fetal. Grotesca como sempre fora.
Aquela relutância em ceder, mas aquela vontade do grande abraço. Ela se abraçava a si mesma com vontade do doce nada. Era uma maldita e não sabia. Agarrava-se a um fiapo de consciência e repetia mentalmente sem cessar: eu sou, eu sou, eu sou. Quem era, é que não sabia. Fora buscar no próprio profundo e negro âmago de si mesma o sopro de vida que Deus nos dá.
Então - ali deitada - teve uma úmida felicidade suprema, pois ela nascera para o abraço da morte. A morte que é nesta história o meu personagem predileto. Iria ela dar adeus a si mesma? Acho que ela não vai morrer porque tem tanta vontade de viver. E havia certa sensualidade no modo como se encolhera. Ou é porque a pré-morte se parece com a intensa ânsia sensual? É que o rosto dela lembrava um esgar de desejo. As coisas são sempre vésperas e se ela não morre agora está como nós na véspera de morrer, perdoai-me lembrar-vos porque quanto a mim não me perdôo a clarividência.
Um gosto suave, arrepiante, gélido e agudo como no amor. Seria esta a graça a que vós chamais de Deus? Sim? 

Clementine: Joely?
Joel: Yeah Tangerine?
Clementine: Am I ugly?
Joel: Uh-uh.
Clementine: When I was a kid, I thought I was. I can't believe I'm crying already. Sometimes I think people don't understand how lonely it is to be a kid, like you don't matter. So, I'm eight, and I have these toys, these dolls. My favorite is this ugly girl doll who I call Clementine, and I keep yelling at her, "You can't be ugly! Be pretty!" It's weird, like if I can transform her, I would magically change, too.
Joel: [kisses Clementine] You're pretty.
Clementine: Joely, don't ever leave me.
Joel: You're pretty... you're pretty... pretty...


Detestava estes quartos de hotel anônimos onde tanta gente havia passado sem deixar vestígios, onde ela não deixaria traço algum. "Tudo será exatamente igual e eu não estarei aqui. É isso a morte" pensou. "Se ao menos, a gente deixasse uma marca no ar, pela qual o vento se engolfaria gemendo; mas não, nem uma ruga, nem uma falha. Outra mulher dormirá nesta cama..." Afastou as cobertas. Seus dias eram avaramente medidos, não devia perder um minuto, e eis que se encontrava enclausurada naquela triste província onde só lhe restava matar o tempo, o tempo que morre tão depressa. "Esses dias não deveriam contar", pensou. "Devia-se considerá-los como não vividos. Isso me daria 24 multiplicado por 8, uma reserva de 192 horas a acrescentar aos períodos em que os dias são curtos demais..."

Simone de Beauvoir, Todos os homens são mortais.

Como abater uma nuvem a tiros

sirenes, bares em chamas,
carros se chocando,
a noite me chama,
a coisa escrita em sangue
nas paredes das danceterias
e dos hospitais,
os poemas incompletos
e o vermelho sempre verde dos sinais



(leminski)

"Gostaria de ter jeito para falar inanidades labirínticas como certos psicanalistas ou sociólogos, ou um desses pensadores franceses, desses que costumam aparecer nos cadernos de cultura dos jornais, para, na maior parte dos casos, sumir imediatamente após, e que não dizem nada, mas intimidam as pessoas com seus relambórios."





"E falei "paixão" de forma tão ambígua que eu mesma senti o ambiente esquentar e ficar como se um vapor  escarlate tivesse repentinamente se evolado do chão. E senti pena dele, coitado."



A casa dos budas ditosos, João Ubaldo Ribeiro

Eu preciso de alguém que me faça calar a boca. Alguém que me obrigue a escutar, alguém que me domine. Eu preciso disso pra parar de ter vontade de ficar olhando pro lado o tempo todo. Eu preciso de alguém que me cure, um homem que me cure. Acho que esse cara não existe.. quer dizer, ainda não encontrei ele. Mas eu vou continuar procurando.


Os dias passam, meu corpo apodrece. Corpos apodrecem. Por isso nada sou senão palavras. Quando escrevo, me afirmo. Quando falo, ganho sentido. Quando penso, ganho corpo. Meu corpo é letra e linha. Meu corpo palavra.

Eu não quero mais dormir sem  você, nunca mais. Eu pedi pra você não largar a minha mão e mesmo dormindo você não largou. eu tô com medo. 'Cê é perfeito pra mim. Muito. Todo. da voz ao tamanho do pau. Agora eu não acho nada, num penso nada, num quero mais saber de nada. eu me abandonei em você. Nada nunca foi tão bom.

Hoje vou procurar a palavra que se perdeu, que escapuliu entre meus dedos, qual a palavra que escorreu por minhas mãos. Eu hoje vou conter nas letras esse fluxo que não pára de me levar pra longe daqui. Eu vou ficar aqui, quieta, enquanto frases se formam, enquanto parágrafos inteiros se fixam na tela. Alguns fogem. E eu deixo que fujam, porque sei que posso recuperá-los, melhores, adiante. Não me desespero mais. Encontrei o leito por onde escoar o meu excesso.

Eu estou vazia, meu apartamento tá vazio. São Paulo tá vazia. Eu estou morrendo de amor. Eu queria te dar minha última lágrima, mas eu estou seca. Eu não consigo nem chorar.


Nome Próprio, dirigido por Murilo Salles

"Eu venho de uma longa saudade. Eu, a quem elogiam e adoram. Mas ninguém quer nada comigo. Meu fôlego de sete gatos amedronta os que poderiam vir. Com exceção de uns poucos, todos têm medo de mim como se eu mordesse."

"O que o guiava no escuro era apenas a própria intenção de andar em linha reta. (...)
Certa doçura o tomara, só que êle vigiava a própria submissão e de algum modo a dirigia. Nenhum pensamento perturbava sua marcha constante e já insensível, senão de vez em quando a idéia mal aclarada de que talvez estivesse andando em círculos, com a desconcertante possibilidade de se achar de nôvo diante das paredes do hotel.
Sempre, além do chão que os passos alcançavam, era a escuridão. Já caminhara horas, o que pôde calcular pelos pés grossos de cansaço. Só descobriria aonde se delineava o horizonte quando o dia raiasse e dissolvesse as brumas. Como a escuridão ainda se mantinha tão colada aos olhos inùtilmente abertos, terminou por concluir que escapara do hotel não de madrugada, mas em plena noite. Tendo dentro de si o grande espaço vazio de um cego, êle avançava.

Já que não precisava de olhos, experimentou andar de olhos fechados, pois numa precaução generalizada êle economizava o que podia. De olhos cerrados pareceu-lhe que rodava em torno de si próprio numa tontura não de todo desagradável."

A maçã no escuro. capítulo 2

"...precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente, pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como uma festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.

PS – Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até divina para dar."

A mulher então experimentou o camelo. O camelo em trapos, corcunda, mastigando a si próprio, entregue ao processo de conhecer a comida. Ela se sentiu fraca e cansada, há dois dias mal comia. Os grandes cílios empoeirados do camelo sobre olhos que se tinham dedicado à paciência de um artesanato interno. A paciência, a paciência, a paciência, só isso ela encontrava na primavera ao vento. Lágrimas encheram os olhos da mulher, lágrimas que não correram, presas dentro da paciência de sua carne herdada. Somente o cheiro de poeira do camelo vinha de encontro ao que ela viera: ao ódio seco, não a lágrimas. Aproximou-se das barras do cercado, aspirou o pó daquele tapete velho onde sangue cinzento circulava, procurou a tepidez impura, o prazer percorreu suas costas até o mal-estar, mas não ainda o mal-estar que ela viera buscar. No estômago contraiu-se em cólica de fome a vontade de matar. Mas não o camelo de estopa. "Oh Deus, quem será meu par neste mundo?"

Fragmento de O Búfalo.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo, não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

O último discurso (O grande ditador), Charles Chaplin.

Não há moral geral

Assim, procurando-me a mim sabia já a resposta que eu lhe iria dar, e eu tinha somente uma resposta a dar-lhe: você é livre, escolha, quero dizer, invente. Nenhuma moral geral pode indicar-vos o que há a fazer; não há sinais no mundo. (...)
O desamparo implica sermos nós a escolher o nosso ser. (...)
Por exemplo, se me pergunto: a colectivização enquanto tal realizar-se-á um dia? Sobre isso não sei nada, sei apenas que tudo o que estiver ao meu alcance para se realizar fá-lo-ei; fora disso, não posso confiar em nada.

O existencialismo é um humanismo, Jean Paul Sartre.

Voilà! In view, a humble vaudevillian veteran, cast vicariously as both victim and villain by the vicissitudes of fate. This visage, no mere veneer of vanity, is a vestige of the vox populi, now vacant, vanished. However, this valorous visitation of a bygone vexation stands vivified, and has vowed to vanquish these venal and virulent vermin vanguarding vice and vouchsafing the violently vicious and voracious violation of volition! The only verdict is vengeance; a vendetta held as a votive, not in vain, for the value and veracity of such shall one day vindicate the vigilant and the virtuous. Verily, this vichyssoise of verbiage veers most verbose, so let me simply add that it's my very good honour to meet you and you may call me V.

V for Vendetta,irmãos Wachowski.

"Não, em tudo isso eu não estivera enlouquecida ou fora de mim. Tratava-se apenas de uma meditação visual. O perigo de meditar é o de sem querer começar a pensar, e pensar já não é meditar, pensar guia para um objetivo. O menos perigoso é, na meditação, "ver", o que prescinde de palavras de pensamento. Sei que existe agora um microscópio eletrônico que apresenta a imagem de um objeto 160.000 vezes maior do que o seu tamanho natural - mas não chamarei de alucinatória a visão que se tem através desse microscópio, mesmo que não se reconheça mais o pequeno objeto que ele monstruosamente engrandeceu."

A paixão segundo G.H..